sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quero falar de uma forma muito interessante de trabalho que fiz com meus alunos de 2º ano, meus alunos tem entre 7 e 9 anos; de uma descoberta que fiz ouvindo o que eles falam... É a respeito de como auxiliar os alunos na produção textual, para compreensão dos parágrafos, os alunos me apresentaram uma relação, ou seja uma forma de assimilar uma aprendizado a partir de outro que eles já tinham. Ao longo do ano trabalhei muito com poesias, poemas, falamos muitas vezes sobre rimas, versos e estrofes. Tanto que se as vezes passo no quadro, eles me perguntam: "Quantas estrofes tem?" Até aí, tudo certo, me mostravam que tinham entendido o que eram as estrofes de uma poesia; Esta semana quando fui começar a explicar a escrita de textos utilizando parágrafos, pois estou procurando estruturar melhor os textos que eles produzem, eu estava no meio da explicação sobre porque passar para o outro parágrafo, quando um aluno falou: “É como se fosse outra estrofe da poesia, só que agora é história. Tem que deixar linha em branco?” Achei fantástica a relação dele! Porque é uma forma de compreensão que eu nunca tinha me dado conta. Usei a fala dele para continuar a explicação e acredito que a maioria da turma conseguiu compreender a aplicação dos parágrafos na escrita.
Num trabalho em que lemos Comênio fiz as seguintes relações com minha forma de trabalho: Em minha forma de trabalho, relacionando imagens à letras e sons, é uma das idéias de Comênio. Encontramos outros elementos, como quando menciona que “o aluno é de fundamental importância”, estamos retomando esse discurso, através de Projetos de Aprendizagens, que é sobrepujado pelos conteúdos previsto no currículo e pelo interesse que o professor tem de ensinar. Outro elemento que vemos nas escolas é o de aprender a fazer fazendo, através de experimentos, de exercícios de desafios, de reflexões e ralações com a realidade do aluno. Um recurso que utilizo também é o de intercalar as aulas com atividades prazerosas, Com atividades que tenham música, desenhos, diálogos, que também estão originadas na pedagogia de Comênio, ressalto a “hora do recreio” que nada mais é do que uma pausa, para descanso” implícita nessa pedagogia. Outro elemento que é interessante é a menção que faz á educação igualitária entre os sexos, onde vemos ainda hoje, distinção entre meninos e meninas, seja pelas brincadeiras, seja pela forma de abordar (Sr., eles quando a maioria é de meninas...) Quero ressaltar também, a idéia que Comênio trazia sobre a relação entre professor e aluno, onde afirmava que “...o bom relacionamento entre professor e aluno como fundamento para a aprendizagem do aluno.” Sabemos que quando existe diversidades entre alunos e professores o resultado do trabalho certamente é comprometido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A principal característica a se ressaltara respeito de EJA é a de que são alunos diferentes entre si; são grupos heterogêneos, mesmo que apresentem características em comum, como o fato de não serem crianças, serem resultado de evasões anteriores, na maioria são provindos de classes baixas, trabalhadores rurais e filhos de trabalhadores rurais, geralmente trabalham durante o dia e freqüentam a escola à noite, possuem empregos com remuneração mais baixa; ambicionam uma possível mudança em suas vidas a partir dos estudos. Conforme afirma Oliveira, pág. 72 “...Tal grupo se define como relativamente homogêneo ao agregar membros em condição de “não-criança”, de excluídos da escola, e de pertinentes a parcelas “populares” da população, pouco escolarizada e inserida no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração.”
Sendo grupos com qualidades tão particulares, indiferente ao programa adotado pelo professor em questão, necessário se faz o conhecimento individual desses alunos, “fundar-se no amor, na humanidade, na fé nos homens” Freire, 2005, com base no diálogo, e ser sobretudo sensível a realidade de sua classe.
Fiz a seguinte afirmação num trabalho de Pedagogia e Educação: Quando levamos em consideração o educando, seu discurso, o que está implícito em sua palavra e até em seu silêncio, passamos a acreditar no mesmo como sendo um ser humano que tem outras vivências além da escola, que seu saber não é algo que se dará a partir da educação escolar, pois “ Os homens que não têm humildade ou a perdem, não podem aproximar-se do povo. Não podem ser seus companheiros na pronuncia do mundo.” Freire, 2005.
Então, como pode a escola que se diz agente transformador da sociedade, não ser humilde e reconhecer no indivíduo um ser pensante e vivo, com existência além da mesma? É a escola então, ao aplicar seu currículo pura e simplesmente, arrogante e insensível ao seu sentido principal, que é essa transformação da sociedade. Pode-se dizer que é ingenuidade acreditar que a mudança se dará a partir do que o educando “aprenderá” na escola, pois esse aprender fora do contexto, é vazio e sem significado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Em uma atividade de Linguagem e Educação, fiz a seginte afirmação: Quando alfabetizamos, temos a intenção de oportunizar ao indivíduo o letramento, ou seja, a funcionalidade da escrita, mas em muitos casos, isso não se dá, pelo mesmo motivo do exemplo dos filhos dos feirantes nas barracas de seus pais, eles utilizam a matemática da vida, em vez da escola, assim, nós utilizamos a leitura/escrita da escola e não a da vida, que seria inserir o letramento no contexto escolar, ou ao contrário.
Embora sempre tenhamos em mente que os indivíduos compreendem o que tentamos dizer, não levamos em consideração que escolarizamos muito das escritas do dia a dia, tornando as fora do contexto, tornamos complexos nossos textos, mesmo sendo nossa intenção trazer a realidade para a sala de aula. Tem-se a intenção, mas não se tem a sensibilidade.
Trabalhar com a realidade do aluno não é simples, pois existem muitas realidades, levando em conta que cada aluno é um sujeito único resultado de sua vivência e relação com a realidade em que vive. Exemplificando minha afirmação, quero trazer um pequeno relato de uma atividade que realizei. Estamos trabalhando os animais, e como atividade fiz um levantamento doa animais de extimação que os alunos têm, em suas casas, e também os que eles gostariam de ter, bem como os animais que eles gostariam de ver, "ao vivo". Os resultamos para os animais de extimação, foram o gato e o cachorro os que mais apareceram, mas existem peixes, patos, ovelhas e até uma vaca na lista. Os animais que eles gostariam de ter apareceu o coelho, o ornitorrinco, o cavalo, entre outros. E um dos mais requisitados para verem ao vivo foi o ornitorrinco, acredito que os alunos estão sendo influenciados por um desenho que está sendo transmitido em uma rede de televisão pela manhã, já que meus alunos estudam à tarde. Estou providenciando imagens sobre o referido animal, já que ao vivo acredito ser difícil.
Não tive oportunidade de trabalhar com Educação de Jovens e Adultos, e acredito que este deve ser um trabalho gratificante, com muitas dificuldades sim, mas gratificante no sentido de auxiliar pessoas que não tiveram oportunidade de aprender, não importa quais os motivos, em tempo que chamamos, certo, mas que está vencendo barreiras e indo em busca de realizações pessoais, desta forma, acredito que quando se trabalha com esse público deve-se ter consciência, conforme Olivera, 1999, de : "Refletir sobre como esses jovens e adultos pensam e aprendem envolve, portanto, transitar pelo menos por três campos que contribuem para a definição de seu lugar social: a condição de “não-crianças”, a condição de excluídos da escola e a condição de membros de determinados grupos culturais."
Compreendi, a partir das leituras, que o trabalho com jovens e adultos deve ter uma abordagem diferenciada da que se faz com as turmas normais, esta deve levar em conta a realidade socio-ambiental, a consciência que este aluno tem de sua realidade e trabalhar com o resgate e valorização da autoestima do indivíduo.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Trabalhando com PAs

Obtive uma visualização de como administrar PAs em sala de aula ao realizarmos o trabalho para Seminário Integrador VII, o trabalho que planejamos como atuar no ano que vem, onde a apartir de elementos geradores, desencadearemos os questionamentos iniciais e após todo o desenrolar do PA. Este trabalho auxiliou a elucidar a forma de trabalho com PAs e nossos alunos, pois paramos para projetá-los em nossas salas de aula e desta forma, eu consegui uma visualização de como fazê-lo.