O TRABALHO DOCENTE
As idéias do autor vêm de encontro direto à realidade de nosso trabalho, achei a leitura muito confortante; tendo em vista que muitos autores falam da prática docente, parecendo desconhece-la, falam de nossa realidade, como se todos nossos alunos fossem iguais, já o autor expõe o contrário quando afirma:: “Por outro lado, contrariamente aos objetos seriais do industrial, que são homogêneos, os alunos são heterogêneos. Eles não possuem as mesmas capacidades pessoais nem as possibilidades sociais. As suas possibilidades de ação variam, a capacidade de aprenderem também, assim como as possibilidades de se envolverem numa tarefa, entre outras coisas. Ao se massificar, o ensino passou a se deparar cada vez mais com alunos heterogêneos em termos de origem social, cultural, étnica e econômica, sem falar das importantes disparidades cognitivas e afetivas entre os alunos. Essa questão levanta o complexo problema da eqüidade dos professores em relação aos grupos de alunos que lhes são confiados.” (pg.129).
Inclusive, o autor faz uma crítica, a algumas pesquisas pedagógicas,dizendo que: “...essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc.” (pg.115).
Muitas das afirmações do autor são muito pertinentes, quando fala da forma que o professor trabalha, do seu envolvimento integral com o trabalho, de que utilizamos nossa personalidade ao trabalharmos, quando fala do pouco ou nenhum poder que o professor tem de constatar se realmente seus alunos estão obtendo aprendizados...
Eis um dos motivos da minha paixão por alfabetizar, é um momento em que podemos verificar verdadeiramente o aprendizado dos alunos; o retorno que os alunos nos dão é real, e perceptível,o aluno “dá retorno” ao nosso trabalho...
Nosso quotidiano é movido por atitudes, pensamentos e ações em função do aprendizado de nossos alunos, quantas vezes, já ouvi a frase: “De que jeito posso ensinar isso aos meus alunos”; essa afirmação tem por trás de si o que autor disse: “...o conteúdo ensinado em sala de aula nunca é transmitido tal e qual: ele é “interatuado”, transformado, ou seja, encenado para um público, adaptado, selecionado em função da compreensão do grupo de alunos e dos indivíduos que o compõe...”( pg.120).
O autor menciona as dificuldades de ensinar, que se deve levar em conta as diferenças existentes de diversos fatores: alunos, escola, conteúdos, materiais disponíveis,...Traz ao seu discurso um outro elemento, que é o envolvimento emocional do professor com seu trabalho, e com seus alunos, que muitas vezes não é mencionado, muitas vezes nosso trabalho é medido pelo que nossos alunos aprendem em forma de conteúdo, o professor bom ainda é aquele que “vence” todos os conteúdos. Muitas vezes os professores que se envolvem emocionalmente com os alunos, que conhecem seus alunos e sua realidade, dão conta de algo maior, de um envolvimento emocional, um suporte emocional que o aluno não encontra em outro lugar. Como afirma o autor: Esse fardo é realmente assumido e vivido por professore que se confrontam, as vezes diariamente, com as crianças que sofrem de diferentes problemas, por exemplo de carência de atenção e de amor. Nesse sentido, como dizia Tom (1984), o ensino é realmente um trabalho moral.(pgs.143, 144). O que é uma grande vantagem para o professor, como também afirma o autor: “O professor que é capaz de se impor a partir daquilo que é como pessoa que os alunos respeitam, e até apreciam ou amam, já venceu a mais temível e dolorosa experiência de seu ofício, pois é aceito pelos alunos e pode, a partir de então, avançar com a colaboração deles.”(pg. 140)
O autor fala também, de um fator muito importante que influencia diretamente nossas salas de aula: “...Embora ensinem a grupos, os professores não podem deixar de levar em conta as diferenças individuais, pois são os indivíduos que aprendem, e não os grupos.” (pg. 129). Ou seja, quando fizemos nossos planejamentos, mesmo atuando com um grupo de alunos, é impossível não levar em conta que cada indivíduo tem uma forma diferente de aprender, e por isso adequamos, modificando os discursos, os exemplos, as atividades, as explicações, para conseguirmos atingir um maior número de alunos, e os que não atingimos, retomamos em outra oportunidade, de outra forma, o fazer docente é um reinventar maneiras de ensinar a mesma coisa...
Outro fator que influencia diretamente o nosso trabalho é fato do não envolvimento dos alunos com o aprendizado; eles vêm à escola de forma forçada como diz o autor: “E é porque eles são forçados a ir à escola que essa dimensão de atividades ou de liberdades dos alunos se torna importante: a escola não é escolhida livremente, ela é imposta, e isso, inevitavelmente, suscita resistências importantes em certos alunos. Os professores devem desenvolver nos alunos essa “sujeição voluntária” da qual já falava Etienne de La Boétie (1976), ou seja, devem inculcar-lhes a convicção de ir à escola por vontade própria e de estar “para seu próprio bem”: a obrigação relativa à escola deve transformar-se em interesse pela escola: pouco importa que esse interesse seja obtido e mantido por meios extrínsecos (notas) e ou intrínsecos (motivação e produção de sentido).”( pgs. 130,131).
Ainda, quero ressaltar a fala do autor que diz que o fazer docente é um fazer social: “Dado que os professores trabalham com os seres humanos, a sua relação com o objeto de trabalho é fundamentalmente construída de relações sociais. Em grande parte, o trabalho pedagógico dos professores consiste precisamente em gerir relações sociais com os seus alunos.” (pg.132).
Foram tantas e extremamente interessantes as afirmações do autor , que encontrei uma certa dificuldade de selecionar e trazer as idéias que mais me chamaram a atenção. De fato, Maurice Tardif trouxe nesse capítulo afirmações que me comoveram, uma vez que falou da realidade da nossa sala de aula, sem desvalorizar nenhum elemento que a compõem, isto é confortante, pois muitas pessoas falam da educação e da pedagogia, sem terem contato direto com ela, e acabam formando teorias distantes e desassociadas da realidade.
Bibliografia:
- TARDIF, Maurice. O trabalho docente, a pedagogia e o ensino. Cap. 3. p. 112 – 149. In Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2003.
sábado, 6 de dezembro de 2008
MINHAS ESCOLAS
Atualmente trabalho em duas escolas, uma da rede municipal e outra da rede estadual de ensino.
Trabalho em uma escola com o 2º ano dos nove anos (município) e na outra com a 2ª série (estado).
As duas escolas encontram-se na zona urbana do município. Uma na periferia, e oura na área central.
Uma das escolas, a da rede municipal oferece Ensino Fundamental durante o dia e Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental, à noite. A da rede estadual é uma escola de segundo grau, onde atuo com o currículo, que é um curso de aplicação do Magistério, estamos vinculados a ele e ele a nós. É bem interessante a proposta; as alunas do Magistério, em algumas vezes atuam com nossos alunos, observam nossas aulas, fazem reforço, hora do conto, entre outros projetos. Nessa escola também tínhamos a Educação Infantil, mas será extinta a partir de 2009.
Nas duas escolas temos alunos com dificuldades especiais, na da rede estadual estuda uma cadeirante, mas ela freqüenta o segundo grau, e também alguns alunos surdos estudam na escola. Na escola municipal, temos alunos de inclusão em várias turmas.
DIRETRIZES CURRÍCULARES
Conforme Profª. Anísia de Figueiredo –MG, “as Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDBN, ou seja, da Lei nº 9394/96, são instituídas através da Resolução nº 2 de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE). O art. 2º da referida Resolução define o que são Diretrizes Curriculares Nacionais, a saber: “Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimento da educação básica expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas”.
Segundo Maria Beatriz Gomes da Silva: “As diretrizes procuram preservar a unidade da educação nacional, sem interferir no pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas dos sistemas de ensino e de suas escolas, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 - CF/88 (Inciso III do Art. 206) e na LDBEN (Inciso III do Art. 3°)”.
Entendo, então que são normas estabelecidas pelos três sistemas de governo; federal, estadual e municipal, que tem como objetivo unificar a educação, deixando a cargo do estado, município e escolas regulamentar as diversidades culturais e pedagógicas.
Encontramos no PME, da prefeitura municipal de Sapiranga, 2004, a seguinte afirmação: “A oferta de ensino fundamental a toda população do município, inclusive àqueles que não tiveram acesso a ele, na idade própria, é mais do que um dever Constitucional e um desafio pontuado nas prioridades do Plano Municipal de Educação, é um compromisso que garante o ingresso, reingresso, a permanência na escola e o sucesso do aluno, dando a possibilidade do domínio da leitura, da escrita e do cálculo a todo cidadão sapiranguense.”
Na escola onde atuo da rede municipal, nota-se um empenho muito grande em manter o aluno na escola, em recuperar aprendizados dos alunos, em avaliar o aluno integralmente, com situações em que os alunos são passados pelo conselho de classe, quando ficam com alguns pontos pendentes em alguma disciplina.
O currículo também realiza conselho de classe, levando para o conselho casos em que temos dúvidas, em relação a algum aluno, os colegas das turmas paralelas, ou das turmas seguintes auxiliam a refletir sobre a promoção ao não desse aluno. Percebesse uma preocupação, um compromisso com o aluno e com o aprendizado dele.
Nesta escola existe também um projeto de recuperação, que é feito em turno oposto ao que os alunos freqüentam, onde a professora que atua com os alunos desenvolve atividades distintas das oferecidas em sala de aula, para que o aluno tenha, além das oportunidades já oferecidas, novas formas de aprendizado.
Quando existem situações que as turmas vão mal, seja por indisciplina, ou por desinteresse, são convocadas reuniões com os pais e os professores, juntamente com os pais tentam elaborar combinações que auxiliem a reverter à situação.
Percebesse pelas iniciativas que mencionei, entre outras praticadas, que a escola esforça-se para cumprir a diretriz do Plano Municipal de Educação, não apenas moralmente, mas pela ética que está inserida na mesma.
Bibliografia:
- http://www.gper.com.br/gper_news/anexos/news13_1.doc;
- Plano Municipal de Educação – PM Sapiranga (2004 à 2014);
- SILVA, Maria Beatriz Gomes, Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental: Articulações e Interfaces com Educação Especial, Educação Indígena, Educação Básica no Campo e Educação de Jovens e Adultos.
Atualmente trabalho em duas escolas, uma da rede municipal e outra da rede estadual de ensino.
Trabalho em uma escola com o 2º ano dos nove anos (município) e na outra com a 2ª série (estado).
As duas escolas encontram-se na zona urbana do município. Uma na periferia, e oura na área central.
Uma das escolas, a da rede municipal oferece Ensino Fundamental durante o dia e Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental, à noite. A da rede estadual é uma escola de segundo grau, onde atuo com o currículo, que é um curso de aplicação do Magistério, estamos vinculados a ele e ele a nós. É bem interessante a proposta; as alunas do Magistério, em algumas vezes atuam com nossos alunos, observam nossas aulas, fazem reforço, hora do conto, entre outros projetos. Nessa escola também tínhamos a Educação Infantil, mas será extinta a partir de 2009.
Nas duas escolas temos alunos com dificuldades especiais, na da rede estadual estuda uma cadeirante, mas ela freqüenta o segundo grau, e também alguns alunos surdos estudam na escola. Na escola municipal, temos alunos de inclusão em várias turmas.
DIRETRIZES CURRÍCULARES
Conforme Profª. Anísia de Figueiredo –MG, “as Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDBN, ou seja, da Lei nº 9394/96, são instituídas através da Resolução nº 2 de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE). O art. 2º da referida Resolução define o que são Diretrizes Curriculares Nacionais, a saber: “Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimento da educação básica expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas”.
Segundo Maria Beatriz Gomes da Silva: “As diretrizes procuram preservar a unidade da educação nacional, sem interferir no pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas dos sistemas de ensino e de suas escolas, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 - CF/88 (Inciso III do Art. 206) e na LDBEN (Inciso III do Art. 3°)”.
Entendo, então que são normas estabelecidas pelos três sistemas de governo; federal, estadual e municipal, que tem como objetivo unificar a educação, deixando a cargo do estado, município e escolas regulamentar as diversidades culturais e pedagógicas.
Encontramos no PME, da prefeitura municipal de Sapiranga, 2004, a seguinte afirmação: “A oferta de ensino fundamental a toda população do município, inclusive àqueles que não tiveram acesso a ele, na idade própria, é mais do que um dever Constitucional e um desafio pontuado nas prioridades do Plano Municipal de Educação, é um compromisso que garante o ingresso, reingresso, a permanência na escola e o sucesso do aluno, dando a possibilidade do domínio da leitura, da escrita e do cálculo a todo cidadão sapiranguense.”
Na escola onde atuo da rede municipal, nota-se um empenho muito grande em manter o aluno na escola, em recuperar aprendizados dos alunos, em avaliar o aluno integralmente, com situações em que os alunos são passados pelo conselho de classe, quando ficam com alguns pontos pendentes em alguma disciplina.
O currículo também realiza conselho de classe, levando para o conselho casos em que temos dúvidas, em relação a algum aluno, os colegas das turmas paralelas, ou das turmas seguintes auxiliam a refletir sobre a promoção ao não desse aluno. Percebesse uma preocupação, um compromisso com o aluno e com o aprendizado dele.
Nesta escola existe também um projeto de recuperação, que é feito em turno oposto ao que os alunos freqüentam, onde a professora que atua com os alunos desenvolve atividades distintas das oferecidas em sala de aula, para que o aluno tenha, além das oportunidades já oferecidas, novas formas de aprendizado.
Quando existem situações que as turmas vão mal, seja por indisciplina, ou por desinteresse, são convocadas reuniões com os pais e os professores, juntamente com os pais tentam elaborar combinações que auxiliem a reverter à situação.
Percebesse pelas iniciativas que mencionei, entre outras praticadas, que a escola esforça-se para cumprir a diretriz do Plano Municipal de Educação, não apenas moralmente, mas pela ética que está inserida na mesma.
Bibliografia:
- http://www.gper.com.br/gper_news/anexos/news13_1.doc;
- Plano Municipal de Educação – PM Sapiranga (2004 à 2014);
- SILVA, Maria Beatriz Gomes, Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental: Articulações e Interfaces com Educação Especial, Educação Indígena, Educação Básica no Campo e Educação de Jovens e Adultos.
sábado, 29 de novembro de 2008
A escola onde atuo, procura estar regulamentada dentro dos novos padrões de concepção de currículo e de avaliação; como mencionei, ela utiliza três tipos de avaliação: diagnóstica, formativa e somativa.
Mesmo estando organizada por regime seriado, o que é uma característica da Escola Tradicional, tenta dar outro enfoque para a avaliação conforme o texto ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM de Maria Beatriz Gomes da Silva, traz: “Mas, nem sempre a organização curricular em regime seriado vem acompanhada de uma avaliação classificatória. Esse avanço ocorre quando a concepção de conhecimento e sua respectiva proposta curricular estão fundamentadas numa epistemologia que considera o conhecimento como uma construção sócio-interativa que ocorre na escola e em outras instituições e espaços sociais.”
Vejo inúmeras tentativas de sairmos da forma tradicional de educar, mas a mais importante, acredito, está além do currículo, não que este não seja necessário, mas está na forma de atuação do professor em sala de aula e de todo a comunidade escolar, e na forma de a educação ser vista por esta comunidade.
Não adianta o PPP ser bonito e condizente com a LBD e com novas tendências de educação e não estar sendo aplicado.
Diante de tantas ações, e tomas de consciência dos professores, vê-se que a educação caminha para mudanças. E em parte percebe-se as mudanças através da forma que a avaliação é feita nas escolas, e o caráter flexível do currículo.
Mesmo estando organizada por regime seriado, o que é uma característica da Escola Tradicional, tenta dar outro enfoque para a avaliação conforme o texto ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM de Maria Beatriz Gomes da Silva, traz: “Mas, nem sempre a organização curricular em regime seriado vem acompanhada de uma avaliação classificatória. Esse avanço ocorre quando a concepção de conhecimento e sua respectiva proposta curricular estão fundamentadas numa epistemologia que considera o conhecimento como uma construção sócio-interativa que ocorre na escola e em outras instituições e espaços sociais.”
Vejo inúmeras tentativas de sairmos da forma tradicional de educar, mas a mais importante, acredito, está além do currículo, não que este não seja necessário, mas está na forma de atuação do professor em sala de aula e de todo a comunidade escolar, e na forma de a educação ser vista por esta comunidade.
Não adianta o PPP ser bonito e condizente com a LBD e com novas tendências de educação e não estar sendo aplicado.
Diante de tantas ações, e tomas de consciência dos professores, vê-se que a educação caminha para mudanças. E em parte percebe-se as mudanças através da forma que a avaliação é feita nas escolas, e o caráter flexível do currículo.
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ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL
A educação no Brasil é de responsabilidade dos três sistemas de governo, que se diz descentralizado, o que acontece devido à estrutura organizacional do país; a descentralização foi consagrada na Constituição de 1988, vincula-se à estrutura conferida à federação brasileira, e não resulta de opções políticas do governo, ou seja é desta forma porque sua formação histórica concebeu assim.
A constituição prevê a descentralização da gestão e cooperação entre as esferas do governo.
Em todo o Brasil encontramos, nos municípios, escola mantidas pelo município (da rede municipal) e escolas mantidas pelo estado (da rede estadual); são poucas as escolas federais que oferecem Educação Básica. Essa situação tem relação com a organização federativa do Estado Brasileiro.Antes de o Brasil tornar-se república, as províncias e os municípios já eram responsáveis pela organização e oferta de ensino primário e/ou ensino secundário. Após a instalação da república federativa, manteve-se a interpretação de que os estados deveriam ter autonomia na oferta de ensino primário; a União tem mantido, ao longo dos anos, atribuições que visam construir uma organização nacional, em especial as tarefas de legislação, normatização e planejamento. Todavia, a gestão e grande parte do financiamento da oferta de educação básica cabem aos governos estaduais e municipais.
Na constituição de 1988, ficou definido que as esferas de governo devem organizar seus sistemas de ensino em regime de colaboração. Os sistemas de ensino previstos são o federal, os dos estados e os dos municípios. Essa colaboração abrange diversos âmbitos, dos quais se destaca a oferta de educação, o financiamento, o planejamento e a normatização.
Em termos de oferta de educação, a Constituição federal de 1988 determinava que os municípios deveriam priorizar a educação pré-escolar e o ensino fundamental. Os níveis prioritários de atuação dos estados não foram definidos no texto original da Constituição. Á União caberia o financiamento do sistema federal de ensino e a prestação de assistência técnica e financeira aos estados e municípios.
A Emenda Constitucional N.º 14/96, estabeleceu atuação prioritária dos municípios no ensino fundamental e educação infantil. O ensino fundamental e o ensino médio foram estabelecidos como etapas da educação às quais os estados devem dar conta.
Na legislação brasileira atual, a colaboração entre os sistemas estaduais e municipais prioriza a garantia da universalização do ensino obrigatório (ensino fundamental).
No caso do financiamento da educação, os três tipos de governo têm obrigação de acordo com as prioridades, foi criado o FUNDEF que gerencia, em parte os investimentos na educação, bem como o sustento de salário para os professores.
Em termos de planejamento, foram criados os Parâmetros Curriculares Nacionais, pelo governo federal, que prevê conteúdos mínimos a serem desenvolvidos pelas redes de educação básica. Estados e municípios, de acordo com a LDB, também são responsáveis pela elaboração de planos de educação.
A responsabilidade das três esferas de governo também está presente na tarefa de normatização da educação. Nesse campo da normatização, participam os poderes executivo, legislativo e judiciário.
Sistemas de ensino são o conjunto de campos de competências e atribuições voltadas para o desenvolvimento da educação escolar que se materializam em instituições, órgãos executivos e normativos, recursos e meios articulados pelo poder público competente, abertos ao regime de colaboração e respeitadas as normas gerais vigentes.
A LDB aprovada em 1996 esboça uma organização da educação nacional com a previsão de existência dos sistemas federal, estaduais e municipais de ensino, os quais têm responsabilidades próprias ou compartilhadas entre si, devendo organizar-se em regime de colaboração. São três conjuntos que, pelas determinações da Lei, articulam-se num conjunto maior, nos campos do planejamento, do financiamento, da gestão e da avaliação, por competências coordenadas pela União.
A constituição prevê a descentralização da gestão e cooperação entre as esferas do governo.
Em todo o Brasil encontramos, nos municípios, escola mantidas pelo município (da rede municipal) e escolas mantidas pelo estado (da rede estadual); são poucas as escolas federais que oferecem Educação Básica. Essa situação tem relação com a organização federativa do Estado Brasileiro.Antes de o Brasil tornar-se república, as províncias e os municípios já eram responsáveis pela organização e oferta de ensino primário e/ou ensino secundário. Após a instalação da república federativa, manteve-se a interpretação de que os estados deveriam ter autonomia na oferta de ensino primário; a União tem mantido, ao longo dos anos, atribuições que visam construir uma organização nacional, em especial as tarefas de legislação, normatização e planejamento. Todavia, a gestão e grande parte do financiamento da oferta de educação básica cabem aos governos estaduais e municipais.
Na constituição de 1988, ficou definido que as esferas de governo devem organizar seus sistemas de ensino em regime de colaboração. Os sistemas de ensino previstos são o federal, os dos estados e os dos municípios. Essa colaboração abrange diversos âmbitos, dos quais se destaca a oferta de educação, o financiamento, o planejamento e a normatização.
Em termos de oferta de educação, a Constituição federal de 1988 determinava que os municípios deveriam priorizar a educação pré-escolar e o ensino fundamental. Os níveis prioritários de atuação dos estados não foram definidos no texto original da Constituição. Á União caberia o financiamento do sistema federal de ensino e a prestação de assistência técnica e financeira aos estados e municípios.
A Emenda Constitucional N.º 14/96, estabeleceu atuação prioritária dos municípios no ensino fundamental e educação infantil. O ensino fundamental e o ensino médio foram estabelecidos como etapas da educação às quais os estados devem dar conta.
Na legislação brasileira atual, a colaboração entre os sistemas estaduais e municipais prioriza a garantia da universalização do ensino obrigatório (ensino fundamental).
No caso do financiamento da educação, os três tipos de governo têm obrigação de acordo com as prioridades, foi criado o FUNDEF que gerencia, em parte os investimentos na educação, bem como o sustento de salário para os professores.
Em termos de planejamento, foram criados os Parâmetros Curriculares Nacionais, pelo governo federal, que prevê conteúdos mínimos a serem desenvolvidos pelas redes de educação básica. Estados e municípios, de acordo com a LDB, também são responsáveis pela elaboração de planos de educação.
A responsabilidade das três esferas de governo também está presente na tarefa de normatização da educação. Nesse campo da normatização, participam os poderes executivo, legislativo e judiciário.
Sistemas de ensino são o conjunto de campos de competências e atribuições voltadas para o desenvolvimento da educação escolar que se materializam em instituições, órgãos executivos e normativos, recursos e meios articulados pelo poder público competente, abertos ao regime de colaboração e respeitadas as normas gerais vigentes.
A LDB aprovada em 1996 esboça uma organização da educação nacional com a previsão de existência dos sistemas federal, estaduais e municipais de ensino, os quais têm responsabilidades próprias ou compartilhadas entre si, devendo organizar-se em regime de colaboração. São três conjuntos que, pelas determinações da Lei, articulam-se num conjunto maior, nos campos do planejamento, do financiamento, da gestão e da avaliação, por competências coordenadas pela União.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O trabalho com o PA foi um tanto difícil para mim no início, pois houveram alguns desentendimentos, ou melhor,
uns não entendimentos do que deveria ser realizado, como afirmou a colega Grace, acredito que faltou um norte, um roteiro para ser seguido no início.
Achei o trabalho bastante proveitoso, mas desenvolver um PA a partir de uma pergunta não é algo simples, ainda
mais quando existem mais colegas desenvolvendo o pensamento junto com a gente...
Mas a troca de idéias, o ouvir o outro, sempre á algo que nos traz aprendizados.
Tive algumas dificuldades de acompanhar o desenvolvimento do projeto on-line, então procurei auxiliar o grupo de outras formas...
A idéia de listar dúvidas e certezas sobre algo que nos interessa é um desafio, pois temos que parar para pensar sobre o assunto e ver onde queremos chegar, é diferente de um tema, que muitas vezes é amplo e nos leva a diferentes resultados. Com o PA me senti um tanto "amarrada" tomando cuidado para não fugir da questão inicial, e também com as certezas e dúvidas, se elas realmente responderiam nossa pergunta inicial, que também não foi fácil de elaborar.
Com o trabalho do PA, coloquei em exercíco o prestar atenção à perguntas que "renderiam" um PA feitas pelos maus alunos...
Sabe que não é uma tarefa muito fácil, resgatar, em meio as aulas questões que os alunos trazem...
Devemos ser muito boas ouvintes, prestar muita atenção às dúvidas dos pequenos.
Enfim, posso dizer que a partir do trabalho com o PA fiquei imaginando como trabalhálo com meus alunos...
uns não entendimentos do que deveria ser realizado, como afirmou a colega Grace, acredito que faltou um norte, um roteiro para ser seguido no início.
Achei o trabalho bastante proveitoso, mas desenvolver um PA a partir de uma pergunta não é algo simples, ainda
mais quando existem mais colegas desenvolvendo o pensamento junto com a gente...
Mas a troca de idéias, o ouvir o outro, sempre á algo que nos traz aprendizados.
Tive algumas dificuldades de acompanhar o desenvolvimento do projeto on-line, então procurei auxiliar o grupo de outras formas...
A idéia de listar dúvidas e certezas sobre algo que nos interessa é um desafio, pois temos que parar para pensar sobre o assunto e ver onde queremos chegar, é diferente de um tema, que muitas vezes é amplo e nos leva a diferentes resultados. Com o PA me senti um tanto "amarrada" tomando cuidado para não fugir da questão inicial, e também com as certezas e dúvidas, se elas realmente responderiam nossa pergunta inicial, que também não foi fácil de elaborar.
Com o trabalho do PA, coloquei em exercíco o prestar atenção à perguntas que "renderiam" um PA feitas pelos maus alunos...
Sabe que não é uma tarefa muito fácil, resgatar, em meio as aulas questões que os alunos trazem...
Devemos ser muito boas ouvintes, prestar muita atenção às dúvidas dos pequenos.
Enfim, posso dizer que a partir do trabalho com o PA fiquei imaginando como trabalhálo com meus alunos...
domingo, 23 de novembro de 2008
Os elementos necessários para a gestão democrática, são: a participação, o comprometimento, o diálogo, a autonomia, a aceitação dos indivíduos, a abertura da escola com relçao ás idéias da comunidade em que atua,...
O funcionamento desta gestão ainda é utópico, do meu ponto de vista, pois como foi mencionado na aula presencial, tira o poder do professor e da escola como instituição de ensino, não no sentido de tomada de poder, mas de dividir; mesmo a escola sendo uma instituição que atua em formação de seres sociais, e que cada ato da escola, por si só é um ato social, por ser para o conjunto, ela ainda não reconhece essa característica, e tem medo de perder o sentido, o valor, o poder que possui.
Estamos em construção da gestão democrática, e, chegaremos aos resultados almejados, estamos no exercício, o que já é um grande passo.
O funcionamento desta gestão ainda é utópico, do meu ponto de vista, pois como foi mencionado na aula presencial, tira o poder do professor e da escola como instituição de ensino, não no sentido de tomada de poder, mas de dividir; mesmo a escola sendo uma instituição que atua em formação de seres sociais, e que cada ato da escola, por si só é um ato social, por ser para o conjunto, ela ainda não reconhece essa característica, e tem medo de perder o sentido, o valor, o poder que possui.
Estamos em construção da gestão democrática, e, chegaremos aos resultados almejados, estamos no exercício, o que já é um grande passo.
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ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOAVALIAÇÃO
A interdisciplina me auxiliou de modo a acentuar minha posição crítica em relação a prática docente; estruturou, teorizou pensamentos que já havia tendo em relação a minha prática, e em relação as relações de minha prática com a estrutura escolar em que estamos inseridos.
A leitura da atividade 6, sobre os fazeres docentes de Maurice Tardif, trouxe uma compreensão, uma razão ao meu discurso e minhas crenças. Pois vi afirmados, expostos de maneira simples grandes conflitos que enfrentamos no quotidiano e que não paramos para refletir e são desconhecidos pela maioria das pessoas com as quais convivemos.
Um dos fatores que acho que deixei a desejar foi a pontualidade; este semestre foi um tanto “tumultuado” para mim, o que fez com que eu me atrasasse nessa interdisciplina e em outras.
Procurei relacionar todas leituras, todas as atividades propostas com minha prática, pois acredito que é desta forma que passo a qualificar ainda mais meu trabalho.
Estamos dentro de uma sociedade que exige muito dos professores, e muitas vezes não conseguimos mostrar para essa comunidade o nosso trabalho, pois é muito difícil de ser medido, e com tantas negações, os conflitos são imensos e só a certeza do valor de nossa prática, em muitos casos é o que nos sustenta, então como afirmei acima, esta interdisciplina auxiliou-me a teorizar minha prática, a fazer de minha pedagogia uma “pedagogia refletida”, como menciona Tardif.
A interdisciplina me auxiliou de modo a acentuar minha posição crítica em relação a prática docente; estruturou, teorizou pensamentos que já havia tendo em relação a minha prática, e em relação as relações de minha prática com a estrutura escolar em que estamos inseridos.
A leitura da atividade 6, sobre os fazeres docentes de Maurice Tardif, trouxe uma compreensão, uma razão ao meu discurso e minhas crenças. Pois vi afirmados, expostos de maneira simples grandes conflitos que enfrentamos no quotidiano e que não paramos para refletir e são desconhecidos pela maioria das pessoas com as quais convivemos.
Um dos fatores que acho que deixei a desejar foi a pontualidade; este semestre foi um tanto “tumultuado” para mim, o que fez com que eu me atrasasse nessa interdisciplina e em outras.
Procurei relacionar todas leituras, todas as atividades propostas com minha prática, pois acredito que é desta forma que passo a qualificar ainda mais meu trabalho.
Estamos dentro de uma sociedade que exige muito dos professores, e muitas vezes não conseguimos mostrar para essa comunidade o nosso trabalho, pois é muito difícil de ser medido, e com tantas negações, os conflitos são imensos e só a certeza do valor de nossa prática, em muitos casos é o que nos sustenta, então como afirmei acima, esta interdisciplina auxiliou-me a teorizar minha prática, a fazer de minha pedagogia uma “pedagogia refletida”, como menciona Tardif.
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