quinta-feira, 29 de abril de 2010

fortalecendo relações com a turma

Na sexta-feira, não foi possível realizar a visita à XVIII feira do Livro, pois estava chovendo muito, e esta atrapalhou nossos planos. Os alunos ficaram muito frustrados, e eu também. Mas nesse momento aproveitei para comentar que muitas vezes as situações nem sempre são exatamente como esperamos e temos que aprender a lidar com nossas frustrações. E mesmo com eles muito chateados disse que nossa aula continuaria, mas não prometi compensações, se meu objetivo é que aprender a lidar positivamente com as frustrações, não quis dar “compensações”, como um filme, ou uma aula mais “ligth”. Muito pelo contrário, aproveitei a aula para fixarmos os cálculos, e fiz uma técnica que fazia à alguns anos, com turmas anteriores, passava 10 cálculos no quadro, e assim que terminavam eu corrigia e devolvia aos alunos questionando onde eles tinham errado ou como tinham pensado para chegar ao resultado. Essa foi uma aula muito positiva, pois consegui dar atendimento individual para todos os alunos, consegui explicar dúvidas e entender alguns erros que cometiam.

Fomos sanando dúvidas, trocando conversando, e foi uma aula muito tranqüila; havia um clima amistoso no ar, de parceria, de troca. Talvez por os alunos notarem que eu estava tão chateada quanto eles, ao repartirmos a frustração, fortalecemos nossa relação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um passo de cada vez

Semana passada passou tão rápido, mas quero aproveitar para descrever uma atividade que fiz com os alunos e que achei interessante, pois vem de encontro com o perfil inicial que havia traçado sobre eles. São alunos agitados, e ativos, agressivos em algumas vezes e acredito que essa agressividade, que é exercida principalmente em reciprocidade, no sentido de fui agredido, vou agredir, o que torna a convivência difícil em alguns casos. Estou tentando mudar essas realidade, questionando e em muitos caos tentando fazer com que os alunos coloquem-se no lugar uns dos outros, para que reflitam na dor e contrangimento que causam uns aos outros. Pensando nisso procurei ressaltar o sacrifício de Jesus, na semana dá Páscoa, trabalhando comtextos e reflexões que dismistificassem a Páscoa como coelho e ovos, apenas, trabalhei os símbolos, e na quinta-feira realizei uma representação da celebração da Ceia do Senhor, falando de compromisso com o bem e valorização do outro. os alunos estiveram, nessa situação envolvidos pelo exercío, sérios, diferentes do normal, foram por alguns momentos, mas acredito que foram uma vitória na minha proposta, que é a de modificar a forma de tratamento entre eles e favorecer o crescimento integral dos mesmos. Nas simples ações modificamos nosso dia a dia, dando valor ao que temos em nossa volta e as conquistas diárias realizadas.

A arte de interpretar

Hoje aconteceu algo muito interessante em minha aula...
Trabalhei um texto sobre os sinais de pontuação, um onde os sinais tem uma certa desavença, para descobrirem qual deles é o mais importante; eu havia planejado fazer uma interpretação oral, comentando com os alunos o texto e após, alguns exercícios; enquanto eu ouvia a leitura dos alunos, imaginei que seria interessante fazer uma interpretação, uma encenação do texto, onde cada aluno seria um sinal de pontuação e haveria um narrador, nesse momento decidi modificar o plano e realmente interpretar ao texto. O resultado ficou muito bom. Pena que não havia levado máquina fotográfica pra registrar, ao final questionei eles se haviam entendido o texto, e todos disseram que era uma discussão dos sinais de pontuação. Este era o meu objetivo principal, que os alunos compreendessem o texto e também que conhecessem, reconhecessem os sinais de pontuação e sua utilidade.
Acredito, que esta seja uma forma de trazer dinamicidade e porque não dizer a realidade para a ala de aula, pois desta forma os alunos passam a fazer parte do contexto, eles são o contexto, e não apenas observadores passivos do que está sendo trabalhado.
O teatro, a interpretação é uma forma de arquitetura pedagógica, que auxilia no desenvolvimento do indivíduo como um todo, cognitivamente e fisicamente, uma vez que permite expressões e movimentos ilimitados.

Continuação da pesquisa

Nossa pesquisa está em andamento...
Nossos alunos estão empolgados, mas existem diversos contratempos, pois, não são acostumados a realizar pesquisas deste tipo; e também eles acham as informações, mas elas devem ser compreendidas dentro de um contexto, o que dificulta, de certa forma, a resolução das questões, mas a maioria conseguiu finalizar a primeira parte da pesquisa que é o levantamento de dados sobre o município que sorteou agora a próxima etapa será digitar essas descobertas em tabelas, para depois escolherem imagens dos municípios e fazermos o pawer-point.
É contagiante a empolgação com a pesquisa e o manuseio de ferramentas como o computador, pois os alunos buscam por conhecimento, e tem autonomia de selecionarem o site em que querem pesquisar, o que dá a eles confiança em suas habilidades e conhecimentos.
É demorado, mas acredito que o resultado será muito bom.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Projetos de Aprendizagens

As exigências do currículo são imensas, existem muitos conteúdos a serem desenvolvidos, e como tornar estes conteúdos atrativos aos alunos e como oportunizar aprendizados concretos desses conteúdos é uma questão que abordo diariamente na minha reflexão sobre as aulas. Perante estes questionamentos, resolvi fazer uma adaptação de uma estrutura pedagógica que utilizamos na em nossas aulas que são os Projetos de Aprendizagens. Propus uma parceria com minha colega do 5º ano, pois para contemplarmos todos os itens deste projeto seria preciso mais alunos envolvidos. Nossa questão inicial foi: Quem são os municípios do Vale dos Sinos? Esta resultou do conteúdo específico que esta previsto para esta série, e uma vez que os alunos necessitam ter estes conhecimentos, acredito que quando eles se engajam na pesquisa das respostas, fazem parte do plano de aula, eles sentem-se parte do processo de aprendizagem. Eles estão indo atrás dos “conteúdos”, e é diferente conquistar, descobrir um conhecimento do que recebê-lo impresso, e ter que interpretá-lo.
Já observo movimentação e angústia a respeito da pesquisa, uma vez que a aula inicial da pesquisa não foi possível já que a Internet da escola não estava disponível para o nosso uso no dia marcado.
Alguns alunos falaram até de ir a Lan House, para pesquisar.
O desenvolvimento dele, tem como proposta cada aluno pesquisar uma cidade, para depois montarmos em conjunto um Power point com os resultados para uma apresentação aos colegas, direção e bibliotecária da escola.

domingo, 21 de março de 2010

Nesse momento, sinto que acentuaram-se as exigências em relação aos meus aprendizados; principalmente por dois aspectos, o final do curso e suas exigências (estágio e TCC) e também por mudar de turma, assumir alunos maiores, aos quais não estava acostumada.
As mudanças nos abalam, desacomodam, desestruturam, mas trazem consigo imensos aprendizados.
Quero ressaltar a importância de nos desacomodarmos, de aceitar os desafios que nos são impostos pelas situações cotidianas e com eles obter um maior número de aprendizados.
Sinto-me desafiada no presente momento por ter trocado de turma, sempre, em todos os anos que trabalhei como professora, tive turmas de alfabetização, com crianças menores, e neste ano, assumi uma turma de 5º ano.
Inicialmente fiquei assustada, achando que não daria conta, e principalmente por ter que me adaptar aos conteúdos e situações que uma turma maior exige.
Fui a cata de materiais, listagem de conteúdos, conversas com colegas que tem a mesma turma e no primeiro dia de aula, estava um tanto, mais tranquila.
Quando cheguei na sala posso dizer que muitos dos meus medos passaram ,mas com eles surgiram várias dúvidas.
São alunos alegres, animados, conversadores, dinâmicos, inteligentes e participativos, a maioria deles estuda junto desde o 2º ano. Adoram atividades de diálogo onde podem expressar seus pensamentos e idéias.
Poucos alunos apresentam dificuldades de aprendizado, sendo que alguns casos é por baixa auto-estima, ou por possuírem dificuldades de concentração. Notei quando assumi a turma, atitudes de falta de respeito e agressividade, bem salientes, tanto por parte das meninos, quanto das meninas.
Outra coisa que observei, que mesmo com toda esta disposição e inteligência, são alunos que não apresentam um rendimento muito bom, por serem distraídos, conversadores e deixarem de realizar as atividades para conversarem, caminharem, passearem pela sala, dando a impressão que o aprendizado não é o mais importante a ser feito na escola.
Ao passar um mês desde o início das aulas, posso dizer que turma me conquistou. Eles são uns fofos, conversadores, inteligentes, cheios de energia. Fico procurando formas de auxiliá-los a desenvolver as habilidades, procuro ouvi-los, e demonstrar a eles o quão importantes são, para mim, para seus familiares e para a comunidade em geral que necessita de indivíduos como eles, cheios de idéias, ousadia e atitude.
Estou muito satisfeita e feliz com a mudança. Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade que me foi oferecida e com ela auxiliar meus alunos a obterem sucesso, pois é através dele que virá o meu.