sábado, 12 de junho de 2010

cópias

Deparei-me, na sétima semana do meu estágio, com um conflito a que venho tendo ao longo dos anos em que trabalho: Sobre o significado de copiar textos extensos do quadro.

Mas quando trabalhamos com alunos em sala de aula, quando estamos numa escola, somos absorvidos por ela, no melhor sentido da palavra. Muitas vezes somos atropelados pelo sistema, o que está além de nós. E nesses casos acabamos repetindo situações que criticamos quando estamos de fora do processo.

Eu me questiono sobre a cópia de textos extensos, pois este é um sistema que vejo como cansativo e de pouco retorno no sentido de aprendizagem. Quando os alunos copiam, muitos deles demoram em fazê-lo, o que dispersa os mais rápidos, gerando conflitos e distrações inclusive daqueles que ainda não acabaram. Se o texto é muito longo, não se consegue lê-lo ou explicá-lo em sala de aula, que fica muitas vezes para a aula do outro dia, o que atrapalha o rendimento do planejamento, bem como a compreensão do texto e o sentido de utilizá-lo.

Concluí que os textos muito longos devem ser xerocados e passados aos alunos, que em vez de perderem tempo copiando-o, terão este tempo para ler, refletir e debater sobre o conteúdo em questão.

Copiar do quadro era algo necessário, na medida em que se tinha a intenção de conter os corpos, de tornar os indivíduos meros copiadores. O que certamente não é a minha intenção em sala de aula. Quero formar pensadores comunicativos e não copiadores passivos.

Reflexões

Na avaliação da sexta semana, refleti sobre a importância de pararmos e repensarmos e, no caso, escrever o que acontece em nossas salas de aula, e durante esta escrita, especificamente, deparei-me com atitudes que, como professor, tomamos, em represália a atitudes dos alunos quando estes não colaboram, não demonstram interesse , são agressivos uns com os outros ou conosco. Nesse caso os punimos com aulas maçantes, chatas e cheias de exercícios repetitivos. Usamos aulas como punições, então que qualidade existe? Podem existir aprendizados, mas quão significativos estes serão para nosso aluno e até para nós mesmos. Somente me dei conta disso quando parei, refleti, e escrevi sobre isso, mas quantas vezes essas nossas vinganças passam despercebidas?
Eis a importância do professor poder parar e refletir sobre suas atitudes, anseios, insatisfações de sala de aula.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

homenagem

Na sexta-feira recebi uma homenagem lindíssima dos meus alunos, que me receberam com uma festa surpresa para o dia das mães. Neste momento fiquei sem palavras de tanta surpresa e alegria, pelo fato de ser lembrada como mãe pelos alunos e também pelo que está implícito nesta homenagem. Todas minhas expectativas em relação à convivência, ao respeito ao próximo, à aprendizagem coletiva, ao respeito às diferenças, todas elas foram privilegiadas no momento em que os alunos tiveram que se organizar para fazerem a festinha, quando realizaram as combinações de que quem traria o que, e tudo sem eu ficar sabendo.
É muito gratificante reconhecer o resultado de nosso trabalho de uma forma tão prazerosa.
Senti a alegria de um agricultor que realiza a colheita de seus frutos. O professor planta na alma, e seus frutos, por vezes são colhidos ao longo da vida, quando seus alunos relembram seus ensinamentos. Poucas vezes recebi e percebi tão rapidamente o resultado de meu trabalho. E só tenho a agradecer a essas queridas criaturas que permitiram que eu as sementes que eu depositei frutificassem tão rapidamente.

Desafios

Afirmei em algumas ocasiões, tentando justificar a falta de atenção dos alunos, que eles prestam atenção, mas a atenção deles é em situações dinâmicas e desafiadoras.
Movimento, acredito eu, ser a característica para esta geração; não o movimento físico, atlético, embora este agrade também a maioria, mas o movimento mental, que ocupa a mente, desafia-a a mudar de fase, a progredir etapas e vencer desafios, transpondo montanhas, aniquilando monstros alienígenas ou terráqueos, enfim, estes inúmeros desafios que estão contidos nos jogos de computador e vídeo-games. Não quero criticar, mas sim, fazer jus a nossa lenta, longa e cansativa lista de conteúdos mínimos, que exploramos ao longo dos dias letivos sem muitas vezes atingir nossas alunos. Que nossas aulas sejam ágeis, práticas, desafiadoras e dinâmicas para podermos assim, tentar competir com esse mundo de saltos piruetas e conquistas que nossos alunos vivenciam fora das escolas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

fortalecendo relações com a turma

Na sexta-feira, não foi possível realizar a visita à XVIII feira do Livro, pois estava chovendo muito, e esta atrapalhou nossos planos. Os alunos ficaram muito frustrados, e eu também. Mas nesse momento aproveitei para comentar que muitas vezes as situações nem sempre são exatamente como esperamos e temos que aprender a lidar com nossas frustrações. E mesmo com eles muito chateados disse que nossa aula continuaria, mas não prometi compensações, se meu objetivo é que aprender a lidar positivamente com as frustrações, não quis dar “compensações”, como um filme, ou uma aula mais “ligth”. Muito pelo contrário, aproveitei a aula para fixarmos os cálculos, e fiz uma técnica que fazia à alguns anos, com turmas anteriores, passava 10 cálculos no quadro, e assim que terminavam eu corrigia e devolvia aos alunos questionando onde eles tinham errado ou como tinham pensado para chegar ao resultado. Essa foi uma aula muito positiva, pois consegui dar atendimento individual para todos os alunos, consegui explicar dúvidas e entender alguns erros que cometiam.

Fomos sanando dúvidas, trocando conversando, e foi uma aula muito tranqüila; havia um clima amistoso no ar, de parceria, de troca. Talvez por os alunos notarem que eu estava tão chateada quanto eles, ao repartirmos a frustração, fortalecemos nossa relação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um passo de cada vez

Semana passada passou tão rápido, mas quero aproveitar para descrever uma atividade que fiz com os alunos e que achei interessante, pois vem de encontro com o perfil inicial que havia traçado sobre eles. São alunos agitados, e ativos, agressivos em algumas vezes e acredito que essa agressividade, que é exercida principalmente em reciprocidade, no sentido de fui agredido, vou agredir, o que torna a convivência difícil em alguns casos. Estou tentando mudar essas realidade, questionando e em muitos caos tentando fazer com que os alunos coloquem-se no lugar uns dos outros, para que reflitam na dor e contrangimento que causam uns aos outros. Pensando nisso procurei ressaltar o sacrifício de Jesus, na semana dá Páscoa, trabalhando comtextos e reflexões que dismistificassem a Páscoa como coelho e ovos, apenas, trabalhei os símbolos, e na quinta-feira realizei uma representação da celebração da Ceia do Senhor, falando de compromisso com o bem e valorização do outro. os alunos estiveram, nessa situação envolvidos pelo exercío, sérios, diferentes do normal, foram por alguns momentos, mas acredito que foram uma vitória na minha proposta, que é a de modificar a forma de tratamento entre eles e favorecer o crescimento integral dos mesmos. Nas simples ações modificamos nosso dia a dia, dando valor ao que temos em nossa volta e as conquistas diárias realizadas.