Refletindo sobre a questão moral do Filme Clube do Imperador, onde o Professor William Hundert está escolhendo quais alunos classificar para a final de “Cezar”; No momento em que o professor altera a nota do aluno Sedgewick Bell para que este seja classificado no lugar de outro que tinha alcançado a terceira nota mais alta, ele agiu de forma imoral, mas foi levado pela crença de que seria o melhor para o aluno ser classificado, que seria uma aposta nele, uma resposta para os esforços que este vinha empenhando...
O professor foi antiético, mas agiu de forma humana, deixou seus sentimentos comandarem a escolha que fez, e pensando nisso me dei conta de que quantas vezes nós mesmos somos levados por sentimentos ao agirmos?
Respondemos a ética e a moral, representamos-nas na escola, mas somos antes de mais nada humanos, e agimos com sentimentos.
Não quero afirmar com isso que devemos sobrepor os valores em defesa de nossos sentimentos, mas que em alguns casos, agimos dessa forma, não há como negar.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
A descriminação racial existe, é evidente em muitos casos e cabe também a escola trabalhar na formação do aluno para que ela deixe de existir, para que todos os indivíduos sejam respeitados de forma igual e de forma humana.
Em minha sala de aula, não percebo tais descriminações, inclusive numa situação em que os alunos queriam pintar um boneco de “cor de pele” questionei-os sobre o motivo da escolha da cor, se existia só essa cor de pessoas; eles responderam que não que existiam pessoas marrons, pretas, “até amarelo e vermelho dá para usar”, eles me afirmaram... Questionei sobre a beleza da cor, qual cor era a mais bonita, para se pintar pessoas, alguns responderam que dependia, e eu questionei do que dependia, eles me disseram que depende a pessoa, muda a cor, não existe cor mais bonita para pessoa, a pessoa é da cor que é conforme Lea nasceu, como os pais delas são. Nesse momento um aluno que estava na minha frente trocou de cor, passou a pintar seu boneco de marrom, perguntei por que ele tinha mudado. Ele respondeu que marrom também é legal.
Acredito que esse tipo de atitude vem devido a forma em que são abordadas as diferenças em nossa escola; e da forma em que nossos alunos são tratados; nossos filhos, os meus e de minhas colegas estudam na escola, o que é outra forma com a qual costumo justificar os vínculos afetivos que existem na escola. Nenhuma professora levaria seu filho para uma escola onde não concordasse com os valores trabalhados.
Em minha sala de aula, não percebo tais descriminações, inclusive numa situação em que os alunos queriam pintar um boneco de “cor de pele” questionei-os sobre o motivo da escolha da cor, se existia só essa cor de pessoas; eles responderam que não que existiam pessoas marrons, pretas, “até amarelo e vermelho dá para usar”, eles me afirmaram... Questionei sobre a beleza da cor, qual cor era a mais bonita, para se pintar pessoas, alguns responderam que dependia, e eu questionei do que dependia, eles me disseram que depende a pessoa, muda a cor, não existe cor mais bonita para pessoa, a pessoa é da cor que é conforme Lea nasceu, como os pais delas são. Nesse momento um aluno que estava na minha frente trocou de cor, passou a pintar seu boneco de marrom, perguntei por que ele tinha mudado. Ele respondeu que marrom também é legal.
Acredito que esse tipo de atitude vem devido a forma em que são abordadas as diferenças em nossa escola; e da forma em que nossos alunos são tratados; nossos filhos, os meus e de minhas colegas estudam na escola, o que é outra forma com a qual costumo justificar os vínculos afetivos que existem na escola. Nenhuma professora levaria seu filho para uma escola onde não concordasse com os valores trabalhados.
Estive refletindo sobre o aprendizado e a construção de aprendizado; quando dou aula, normalmente me questiono se os alunos vão conseguir compreender o que eu quero dizer, e se eles tem estrutura, para a partir de minhas propostas, construir novos conhecimentos.
Até aí, tudo bem... Então, quando não conseguimos auxiliar o aluno a aprender, pode ser porque ele não nos compreende ou porque ele não tem "pré-saberes" para construir novos conhecimentos... Isso é muito óbvio, não? Mas o que está dito nessas entrelinhas, é o que quero trazer... Me dei conta que é imprescindível saber o que nosso aluno sabe para poder auxiliá-lo a ir adiante.
Até aí, tudo bem... Então, quando não conseguimos auxiliar o aluno a aprender, pode ser porque ele não nos compreende ou porque ele não tem "pré-saberes" para construir novos conhecimentos... Isso é muito óbvio, não? Mas o que está dito nessas entrelinhas, é o que quero trazer... Me dei conta que é imprescindível saber o que nosso aluno sabe para poder auxiliá-lo a ir adiante.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Venho afirmando ao longo do portifólio, que aprendemos sempre, além das escolas.
Leronando Boff afirma:"Hoje sabemos a partir das biociências e das teorias do cérebro/mente que aprender não pode se reduzir a uma apropriação dos saberes acumulados da humanidade. Aprende-se não só com o cérebro nem só na escola. Aprende-se a vida inteira e por todas as formas de viver...Cada ser, principalmente o vivo, para existir e para viver tem que se lexibilizar, se adaptar, se re-estruturar, iteragir, criar e coevoluir. Tem que fazer-se um ser aprendente. Caso contrário morre. Assim ocorre também com o ser humano."
Fico satisfeita de encontrar bibliografias que venham de encontro a minhas crenças, que fundamentam meus pensamentos.
Leronando Boff afirma:"Hoje sabemos a partir das biociências e das teorias do cérebro/mente que aprender não pode se reduzir a uma apropriação dos saberes acumulados da humanidade. Aprende-se não só com o cérebro nem só na escola. Aprende-se a vida inteira e por todas as formas de viver...Cada ser, principalmente o vivo, para existir e para viver tem que se lexibilizar, se adaptar, se re-estruturar, iteragir, criar e coevoluir. Tem que fazer-se um ser aprendente. Caso contrário morre. Assim ocorre também com o ser humano."
Fico satisfeita de encontrar bibliografias que venham de encontro a minhas crenças, que fundamentam meus pensamentos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
No semestre anterior pude afirmar hipóteses e conhecimentos que já havia adquirido; pude opter uma visão global da escola, de que forma ela é regulamentada e que leis a regem;
Pude também por em prática, aprender a por em prática o uso dos Projetos de Aprendizagens,
que ainda não trabalhei com os alunos, por não conseguir captar os seus interesses de aprendizagens, e eis aí uma das questões que quero aprender neste semeste.
Já que no semeste anterior tivemos uma visão global da escola, acredito que, devido aos títulos das interdisciplinas, este semestre seja voltado ao interior do ser, à uma reflexão sobre esse "ser professor", e eis uma de minhas expectativas, já que conforme pude constatar no semeste anterior a escola anda perdida, tentando se encontrar e talvez uma destas formas seja no auto-conhecimento do professor.
Pude também por em prática, aprender a por em prática o uso dos Projetos de Aprendizagens,
que ainda não trabalhei com os alunos, por não conseguir captar os seus interesses de aprendizagens, e eis aí uma das questões que quero aprender neste semeste.
Já que no semeste anterior tivemos uma visão global da escola, acredito que, devido aos títulos das interdisciplinas, este semestre seja voltado ao interior do ser, à uma reflexão sobre esse "ser professor", e eis uma de minhas expectativas, já que conforme pude constatar no semeste anterior a escola anda perdida, tentando se encontrar e talvez uma destas formas seja no auto-conhecimento do professor.
sábado, 6 de dezembro de 2008
O TRABALHO DOCENTE
As idéias do autor vêm de encontro direto à realidade de nosso trabalho, achei a leitura muito confortante; tendo em vista que muitos autores falam da prática docente, parecendo desconhece-la, falam de nossa realidade, como se todos nossos alunos fossem iguais, já o autor expõe o contrário quando afirma:: “Por outro lado, contrariamente aos objetos seriais do industrial, que são homogêneos, os alunos são heterogêneos. Eles não possuem as mesmas capacidades pessoais nem as possibilidades sociais. As suas possibilidades de ação variam, a capacidade de aprenderem também, assim como as possibilidades de se envolverem numa tarefa, entre outras coisas. Ao se massificar, o ensino passou a se deparar cada vez mais com alunos heterogêneos em termos de origem social, cultural, étnica e econômica, sem falar das importantes disparidades cognitivas e afetivas entre os alunos. Essa questão levanta o complexo problema da eqüidade dos professores em relação aos grupos de alunos que lhes são confiados.” (pg.129).
Inclusive, o autor faz uma crítica, a algumas pesquisas pedagógicas,dizendo que: “...essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc.” (pg.115).
Muitas das afirmações do autor são muito pertinentes, quando fala da forma que o professor trabalha, do seu envolvimento integral com o trabalho, de que utilizamos nossa personalidade ao trabalharmos, quando fala do pouco ou nenhum poder que o professor tem de constatar se realmente seus alunos estão obtendo aprendizados...
Eis um dos motivos da minha paixão por alfabetizar, é um momento em que podemos verificar verdadeiramente o aprendizado dos alunos; o retorno que os alunos nos dão é real, e perceptível,o aluno “dá retorno” ao nosso trabalho...
Nosso quotidiano é movido por atitudes, pensamentos e ações em função do aprendizado de nossos alunos, quantas vezes, já ouvi a frase: “De que jeito posso ensinar isso aos meus alunos”; essa afirmação tem por trás de si o que autor disse: “...o conteúdo ensinado em sala de aula nunca é transmitido tal e qual: ele é “interatuado”, transformado, ou seja, encenado para um público, adaptado, selecionado em função da compreensão do grupo de alunos e dos indivíduos que o compõe...”( pg.120).
O autor menciona as dificuldades de ensinar, que se deve levar em conta as diferenças existentes de diversos fatores: alunos, escola, conteúdos, materiais disponíveis,...Traz ao seu discurso um outro elemento, que é o envolvimento emocional do professor com seu trabalho, e com seus alunos, que muitas vezes não é mencionado, muitas vezes nosso trabalho é medido pelo que nossos alunos aprendem em forma de conteúdo, o professor bom ainda é aquele que “vence” todos os conteúdos. Muitas vezes os professores que se envolvem emocionalmente com os alunos, que conhecem seus alunos e sua realidade, dão conta de algo maior, de um envolvimento emocional, um suporte emocional que o aluno não encontra em outro lugar. Como afirma o autor: Esse fardo é realmente assumido e vivido por professore que se confrontam, as vezes diariamente, com as crianças que sofrem de diferentes problemas, por exemplo de carência de atenção e de amor. Nesse sentido, como dizia Tom (1984), o ensino é realmente um trabalho moral.(pgs.143, 144). O que é uma grande vantagem para o professor, como também afirma o autor: “O professor que é capaz de se impor a partir daquilo que é como pessoa que os alunos respeitam, e até apreciam ou amam, já venceu a mais temível e dolorosa experiência de seu ofício, pois é aceito pelos alunos e pode, a partir de então, avançar com a colaboração deles.”(pg. 140)
O autor fala também, de um fator muito importante que influencia diretamente nossas salas de aula: “...Embora ensinem a grupos, os professores não podem deixar de levar em conta as diferenças individuais, pois são os indivíduos que aprendem, e não os grupos.” (pg. 129). Ou seja, quando fizemos nossos planejamentos, mesmo atuando com um grupo de alunos, é impossível não levar em conta que cada indivíduo tem uma forma diferente de aprender, e por isso adequamos, modificando os discursos, os exemplos, as atividades, as explicações, para conseguirmos atingir um maior número de alunos, e os que não atingimos, retomamos em outra oportunidade, de outra forma, o fazer docente é um reinventar maneiras de ensinar a mesma coisa...
Outro fator que influencia diretamente o nosso trabalho é fato do não envolvimento dos alunos com o aprendizado; eles vêm à escola de forma forçada como diz o autor: “E é porque eles são forçados a ir à escola que essa dimensão de atividades ou de liberdades dos alunos se torna importante: a escola não é escolhida livremente, ela é imposta, e isso, inevitavelmente, suscita resistências importantes em certos alunos. Os professores devem desenvolver nos alunos essa “sujeição voluntária” da qual já falava Etienne de La Boétie (1976), ou seja, devem inculcar-lhes a convicção de ir à escola por vontade própria e de estar “para seu próprio bem”: a obrigação relativa à escola deve transformar-se em interesse pela escola: pouco importa que esse interesse seja obtido e mantido por meios extrínsecos (notas) e ou intrínsecos (motivação e produção de sentido).”( pgs. 130,131).
Ainda, quero ressaltar a fala do autor que diz que o fazer docente é um fazer social: “Dado que os professores trabalham com os seres humanos, a sua relação com o objeto de trabalho é fundamentalmente construída de relações sociais. Em grande parte, o trabalho pedagógico dos professores consiste precisamente em gerir relações sociais com os seus alunos.” (pg.132).
Foram tantas e extremamente interessantes as afirmações do autor , que encontrei uma certa dificuldade de selecionar e trazer as idéias que mais me chamaram a atenção. De fato, Maurice Tardif trouxe nesse capítulo afirmações que me comoveram, uma vez que falou da realidade da nossa sala de aula, sem desvalorizar nenhum elemento que a compõem, isto é confortante, pois muitas pessoas falam da educação e da pedagogia, sem terem contato direto com ela, e acabam formando teorias distantes e desassociadas da realidade.
Bibliografia:
- TARDIF, Maurice. O trabalho docente, a pedagogia e o ensino. Cap. 3. p. 112 – 149. In Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2003.
As idéias do autor vêm de encontro direto à realidade de nosso trabalho, achei a leitura muito confortante; tendo em vista que muitos autores falam da prática docente, parecendo desconhece-la, falam de nossa realidade, como se todos nossos alunos fossem iguais, já o autor expõe o contrário quando afirma:: “Por outro lado, contrariamente aos objetos seriais do industrial, que são homogêneos, os alunos são heterogêneos. Eles não possuem as mesmas capacidades pessoais nem as possibilidades sociais. As suas possibilidades de ação variam, a capacidade de aprenderem também, assim como as possibilidades de se envolverem numa tarefa, entre outras coisas. Ao se massificar, o ensino passou a se deparar cada vez mais com alunos heterogêneos em termos de origem social, cultural, étnica e econômica, sem falar das importantes disparidades cognitivas e afetivas entre os alunos. Essa questão levanta o complexo problema da eqüidade dos professores em relação aos grupos de alunos que lhes são confiados.” (pg.129).
Inclusive, o autor faz uma crítica, a algumas pesquisas pedagógicas,dizendo que: “...essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc.” (pg.115).
Muitas das afirmações do autor são muito pertinentes, quando fala da forma que o professor trabalha, do seu envolvimento integral com o trabalho, de que utilizamos nossa personalidade ao trabalharmos, quando fala do pouco ou nenhum poder que o professor tem de constatar se realmente seus alunos estão obtendo aprendizados...
Eis um dos motivos da minha paixão por alfabetizar, é um momento em que podemos verificar verdadeiramente o aprendizado dos alunos; o retorno que os alunos nos dão é real, e perceptível,o aluno “dá retorno” ao nosso trabalho...
Nosso quotidiano é movido por atitudes, pensamentos e ações em função do aprendizado de nossos alunos, quantas vezes, já ouvi a frase: “De que jeito posso ensinar isso aos meus alunos”; essa afirmação tem por trás de si o que autor disse: “...o conteúdo ensinado em sala de aula nunca é transmitido tal e qual: ele é “interatuado”, transformado, ou seja, encenado para um público, adaptado, selecionado em função da compreensão do grupo de alunos e dos indivíduos que o compõe...”( pg.120).
O autor menciona as dificuldades de ensinar, que se deve levar em conta as diferenças existentes de diversos fatores: alunos, escola, conteúdos, materiais disponíveis,...Traz ao seu discurso um outro elemento, que é o envolvimento emocional do professor com seu trabalho, e com seus alunos, que muitas vezes não é mencionado, muitas vezes nosso trabalho é medido pelo que nossos alunos aprendem em forma de conteúdo, o professor bom ainda é aquele que “vence” todos os conteúdos. Muitas vezes os professores que se envolvem emocionalmente com os alunos, que conhecem seus alunos e sua realidade, dão conta de algo maior, de um envolvimento emocional, um suporte emocional que o aluno não encontra em outro lugar. Como afirma o autor: Esse fardo é realmente assumido e vivido por professore que se confrontam, as vezes diariamente, com as crianças que sofrem de diferentes problemas, por exemplo de carência de atenção e de amor. Nesse sentido, como dizia Tom (1984), o ensino é realmente um trabalho moral.(pgs.143, 144). O que é uma grande vantagem para o professor, como também afirma o autor: “O professor que é capaz de se impor a partir daquilo que é como pessoa que os alunos respeitam, e até apreciam ou amam, já venceu a mais temível e dolorosa experiência de seu ofício, pois é aceito pelos alunos e pode, a partir de então, avançar com a colaboração deles.”(pg. 140)
O autor fala também, de um fator muito importante que influencia diretamente nossas salas de aula: “...Embora ensinem a grupos, os professores não podem deixar de levar em conta as diferenças individuais, pois são os indivíduos que aprendem, e não os grupos.” (pg. 129). Ou seja, quando fizemos nossos planejamentos, mesmo atuando com um grupo de alunos, é impossível não levar em conta que cada indivíduo tem uma forma diferente de aprender, e por isso adequamos, modificando os discursos, os exemplos, as atividades, as explicações, para conseguirmos atingir um maior número de alunos, e os que não atingimos, retomamos em outra oportunidade, de outra forma, o fazer docente é um reinventar maneiras de ensinar a mesma coisa...
Outro fator que influencia diretamente o nosso trabalho é fato do não envolvimento dos alunos com o aprendizado; eles vêm à escola de forma forçada como diz o autor: “E é porque eles são forçados a ir à escola que essa dimensão de atividades ou de liberdades dos alunos se torna importante: a escola não é escolhida livremente, ela é imposta, e isso, inevitavelmente, suscita resistências importantes em certos alunos. Os professores devem desenvolver nos alunos essa “sujeição voluntária” da qual já falava Etienne de La Boétie (1976), ou seja, devem inculcar-lhes a convicção de ir à escola por vontade própria e de estar “para seu próprio bem”: a obrigação relativa à escola deve transformar-se em interesse pela escola: pouco importa que esse interesse seja obtido e mantido por meios extrínsecos (notas) e ou intrínsecos (motivação e produção de sentido).”( pgs. 130,131).
Ainda, quero ressaltar a fala do autor que diz que o fazer docente é um fazer social: “Dado que os professores trabalham com os seres humanos, a sua relação com o objeto de trabalho é fundamentalmente construída de relações sociais. Em grande parte, o trabalho pedagógico dos professores consiste precisamente em gerir relações sociais com os seus alunos.” (pg.132).
Foram tantas e extremamente interessantes as afirmações do autor , que encontrei uma certa dificuldade de selecionar e trazer as idéias que mais me chamaram a atenção. De fato, Maurice Tardif trouxe nesse capítulo afirmações que me comoveram, uma vez que falou da realidade da nossa sala de aula, sem desvalorizar nenhum elemento que a compõem, isto é confortante, pois muitas pessoas falam da educação e da pedagogia, sem terem contato direto com ela, e acabam formando teorias distantes e desassociadas da realidade.
Bibliografia:
- TARDIF, Maurice. O trabalho docente, a pedagogia e o ensino. Cap. 3. p. 112 – 149. In Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2003.
MINHAS ESCOLAS
Atualmente trabalho em duas escolas, uma da rede municipal e outra da rede estadual de ensino.
Trabalho em uma escola com o 2º ano dos nove anos (município) e na outra com a 2ª série (estado).
As duas escolas encontram-se na zona urbana do município. Uma na periferia, e oura na área central.
Uma das escolas, a da rede municipal oferece Ensino Fundamental durante o dia e Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental, à noite. A da rede estadual é uma escola de segundo grau, onde atuo com o currículo, que é um curso de aplicação do Magistério, estamos vinculados a ele e ele a nós. É bem interessante a proposta; as alunas do Magistério, em algumas vezes atuam com nossos alunos, observam nossas aulas, fazem reforço, hora do conto, entre outros projetos. Nessa escola também tínhamos a Educação Infantil, mas será extinta a partir de 2009.
Nas duas escolas temos alunos com dificuldades especiais, na da rede estadual estuda uma cadeirante, mas ela freqüenta o segundo grau, e também alguns alunos surdos estudam na escola. Na escola municipal, temos alunos de inclusão em várias turmas.
DIRETRIZES CURRÍCULARES
Conforme Profª. Anísia de Figueiredo –MG, “as Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDBN, ou seja, da Lei nº 9394/96, são instituídas através da Resolução nº 2 de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE). O art. 2º da referida Resolução define o que são Diretrizes Curriculares Nacionais, a saber: “Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimento da educação básica expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas”.
Segundo Maria Beatriz Gomes da Silva: “As diretrizes procuram preservar a unidade da educação nacional, sem interferir no pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas dos sistemas de ensino e de suas escolas, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 - CF/88 (Inciso III do Art. 206) e na LDBEN (Inciso III do Art. 3°)”.
Entendo, então que são normas estabelecidas pelos três sistemas de governo; federal, estadual e municipal, que tem como objetivo unificar a educação, deixando a cargo do estado, município e escolas regulamentar as diversidades culturais e pedagógicas.
Encontramos no PME, da prefeitura municipal de Sapiranga, 2004, a seguinte afirmação: “A oferta de ensino fundamental a toda população do município, inclusive àqueles que não tiveram acesso a ele, na idade própria, é mais do que um dever Constitucional e um desafio pontuado nas prioridades do Plano Municipal de Educação, é um compromisso que garante o ingresso, reingresso, a permanência na escola e o sucesso do aluno, dando a possibilidade do domínio da leitura, da escrita e do cálculo a todo cidadão sapiranguense.”
Na escola onde atuo da rede municipal, nota-se um empenho muito grande em manter o aluno na escola, em recuperar aprendizados dos alunos, em avaliar o aluno integralmente, com situações em que os alunos são passados pelo conselho de classe, quando ficam com alguns pontos pendentes em alguma disciplina.
O currículo também realiza conselho de classe, levando para o conselho casos em que temos dúvidas, em relação a algum aluno, os colegas das turmas paralelas, ou das turmas seguintes auxiliam a refletir sobre a promoção ao não desse aluno. Percebesse uma preocupação, um compromisso com o aluno e com o aprendizado dele.
Nesta escola existe também um projeto de recuperação, que é feito em turno oposto ao que os alunos freqüentam, onde a professora que atua com os alunos desenvolve atividades distintas das oferecidas em sala de aula, para que o aluno tenha, além das oportunidades já oferecidas, novas formas de aprendizado.
Quando existem situações que as turmas vão mal, seja por indisciplina, ou por desinteresse, são convocadas reuniões com os pais e os professores, juntamente com os pais tentam elaborar combinações que auxiliem a reverter à situação.
Percebesse pelas iniciativas que mencionei, entre outras praticadas, que a escola esforça-se para cumprir a diretriz do Plano Municipal de Educação, não apenas moralmente, mas pela ética que está inserida na mesma.
Bibliografia:
- http://www.gper.com.br/gper_news/anexos/news13_1.doc;
- Plano Municipal de Educação – PM Sapiranga (2004 à 2014);
- SILVA, Maria Beatriz Gomes, Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental: Articulações e Interfaces com Educação Especial, Educação Indígena, Educação Básica no Campo e Educação de Jovens e Adultos.
Atualmente trabalho em duas escolas, uma da rede municipal e outra da rede estadual de ensino.
Trabalho em uma escola com o 2º ano dos nove anos (município) e na outra com a 2ª série (estado).
As duas escolas encontram-se na zona urbana do município. Uma na periferia, e oura na área central.
Uma das escolas, a da rede municipal oferece Ensino Fundamental durante o dia e Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental, à noite. A da rede estadual é uma escola de segundo grau, onde atuo com o currículo, que é um curso de aplicação do Magistério, estamos vinculados a ele e ele a nós. É bem interessante a proposta; as alunas do Magistério, em algumas vezes atuam com nossos alunos, observam nossas aulas, fazem reforço, hora do conto, entre outros projetos. Nessa escola também tínhamos a Educação Infantil, mas será extinta a partir de 2009.
Nas duas escolas temos alunos com dificuldades especiais, na da rede estadual estuda uma cadeirante, mas ela freqüenta o segundo grau, e também alguns alunos surdos estudam na escola. Na escola municipal, temos alunos de inclusão em várias turmas.
DIRETRIZES CURRÍCULARES
Conforme Profª. Anísia de Figueiredo –MG, “as Diretrizes Nacionais para o Ensino Fundamental no Brasil, após a sansão da LDBN, ou seja, da Lei nº 9394/96, são instituídas através da Resolução nº 2 de 7 de abril de 1998, pela Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE). O art. 2º da referida Resolução define o que são Diretrizes Curriculares Nacionais, a saber: “Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimento da educação básica expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas”.
Segundo Maria Beatriz Gomes da Silva: “As diretrizes procuram preservar a unidade da educação nacional, sem interferir no pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas dos sistemas de ensino e de suas escolas, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 - CF/88 (Inciso III do Art. 206) e na LDBEN (Inciso III do Art. 3°)”.
Entendo, então que são normas estabelecidas pelos três sistemas de governo; federal, estadual e municipal, que tem como objetivo unificar a educação, deixando a cargo do estado, município e escolas regulamentar as diversidades culturais e pedagógicas.
Encontramos no PME, da prefeitura municipal de Sapiranga, 2004, a seguinte afirmação: “A oferta de ensino fundamental a toda população do município, inclusive àqueles que não tiveram acesso a ele, na idade própria, é mais do que um dever Constitucional e um desafio pontuado nas prioridades do Plano Municipal de Educação, é um compromisso que garante o ingresso, reingresso, a permanência na escola e o sucesso do aluno, dando a possibilidade do domínio da leitura, da escrita e do cálculo a todo cidadão sapiranguense.”
Na escola onde atuo da rede municipal, nota-se um empenho muito grande em manter o aluno na escola, em recuperar aprendizados dos alunos, em avaliar o aluno integralmente, com situações em que os alunos são passados pelo conselho de classe, quando ficam com alguns pontos pendentes em alguma disciplina.
O currículo também realiza conselho de classe, levando para o conselho casos em que temos dúvidas, em relação a algum aluno, os colegas das turmas paralelas, ou das turmas seguintes auxiliam a refletir sobre a promoção ao não desse aluno. Percebesse uma preocupação, um compromisso com o aluno e com o aprendizado dele.
Nesta escola existe também um projeto de recuperação, que é feito em turno oposto ao que os alunos freqüentam, onde a professora que atua com os alunos desenvolve atividades distintas das oferecidas em sala de aula, para que o aluno tenha, além das oportunidades já oferecidas, novas formas de aprendizado.
Quando existem situações que as turmas vão mal, seja por indisciplina, ou por desinteresse, são convocadas reuniões com os pais e os professores, juntamente com os pais tentam elaborar combinações que auxiliem a reverter à situação.
Percebesse pelas iniciativas que mencionei, entre outras praticadas, que a escola esforça-se para cumprir a diretriz do Plano Municipal de Educação, não apenas moralmente, mas pela ética que está inserida na mesma.
Bibliografia:
- http://www.gper.com.br/gper_news/anexos/news13_1.doc;
- Plano Municipal de Educação – PM Sapiranga (2004 à 2014);
- SILVA, Maria Beatriz Gomes, Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental: Articulações e Interfaces com Educação Especial, Educação Indígena, Educação Básica no Campo e Educação de Jovens e Adultos.
Assinar:
Postagens (Atom)